terça-feira, 14 de julho de 2015

369 dias depois

369 dias depois aqui me têm outra vez. Está aí alguém?

O último post falava sobre futebol, Mundial do Brasil, FIFA, Copa América, Seleção Portuguesa, entre outros. 

Pois bem, ganhou a Alemanha, campeões do mundo da corrupção e da perfídia. Neste particular a prestação portuguesa tem somado vitórias. 

O Jorge Jesus mudou de rua. O Iker Casillas mudou de país. O Maxi também. Deve ir para Portugal de Cima. Muitos gregos devem estar a mudar de partido. 
O Syriza chegou ao poder na Grécia, a reboque do descontentamento da população pelas medidas políticas dos últimos anos: austeridade sem fim à vista. 
Como alguém dizia: "A luz ao fundo do túnel não é a rua onde esperamos respirar desafogadamente mas sim o comboio que nos vai esmagar." Pois bem, o Syriza chegou ao poder por via do desejo dos gregos em ver as suas vidas mudar. Tentou mudar as vidas dos gregos e acabou mudado em si mesmo: um dos elementos mais carismáticos saiu e acabaram por ceder à austeridade.
A Austeridade. Não sei se os tempos não exigem que se comece a designar esse palavrão com letra grande. Portanto, Portugueses,já sabem: aquilo que o nosso primeiro ministro nos vai dizer é que se não votarem no partido dele (ou no PS) teremos grandes problemas. Se votarmos nele (ou no PS) os nossos grandes problemas irão-se manter. Uma arma apontada à cabeça. E os problemas até nem serão com ele ou com o Marco António Costa. Serão com gente bem maior que o Marques Mendes. 
Não sei se um psicólogo chamado Milgram poderia explicar este estado de coisas mas  eu tentarei. Penso que foi ele que colocou uma questão: como podiam os soldados alemães na II Grande Guerra executar tantos judeus e não se revoltarem com o facto? Medo de represálias. Como lidavam internamente com essa situação? Estavam apenas a cumprir ordens. 
Penso que seja essa a situação actual. Pedro Passos Coelho, Mariano Rajoy, Hollande, Cameron, estão apenas a cumprir ordens, independentemente do sofrimento dos seus conterrâneos. As ordens vêm de Berlim com o objectivo de colonizar a Europa. Primeiro, pela iniciativa privada. Como sempre foi método germânico a aplicar nos pedaços de África atribuída, ou na II guerra. Depois politicamente. Estamos no culminar da 1ª etapa, na preparação da 2ª etapa. Os países periféricos foram os primeiros, estrategicamente. Entalaram o resto da Europa com veleidades revolucionárias. Estamos pobres e susceptíveis.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Dissertação mundialista

       Só faltam dois jogos para acabar o Mundial'14. Só faltam uns dias para umas merecidas férias. Entre os que respiraram o futebol deste Mundial e os que culpabilizaram os primeiros pelas diferenças sociais no país e pela distração provocada pelo certame quando há coisas graves a acontecer no Médio Oriente, no Iraque, na Ucrânia, na Europa, no Espirito Santo, etc., eu...não quero saber! 

Todos sabem que a Fifa é um ninho de cobras. Já havia coisas graves a acontecer em 2010 na África do Sul. Lá por isso não quer dizer que não se goste de ver futebol. O mundo está podre e com ele o Mundial e o futebol. Mas á austeridade que já reina as nossas vidas não é preciso somar a austeridade de conceber o futebol como um prazer culposo (culpável, culpabilizante, bah). A imoralidade existe, está aí para ficar. Mas não está na minha televisão nem no meu sofá. Está nos fundos de investimento, no gabinete do Blatter e do Platini, está nas empreiteiras apoiadas pela Fifa, está na lavagem de dinheiro, etc. mas não no espectador. Ele já gostava de futebol antes desses negócios aparecerem. Porque é afecto. E é esse que é o motor da moralidade. 

Futebolisticamente: posso comprar uma t-shirt dizendo: "Eu vi o Brasil levar 7-1 da Alemanha." Foi histórico. Daqui a 100 anos ainda se vai falar disto, como uma memória distante, mas nunca apagada. Ninguém pode dizer que estava á espera disto! A dada altura foi tétrico e mórbido. Mas posso orgulhar-me de prever o sucesso Argentino. Todos disseram: "ah não jogam nada!"  Pois não. Mas têm Messi, Di Maria e Mascherano, secundados por uma equipa com uma ideia de jogo concreta. Apesar de ser pobre, é alguma coisa. O Brasil tinha grandes propósitos mas tudo muito no ar. Curiosamente ou talvez não era no ar que a bola passava a maior parte do tempo. 

O insucesso brasileiro tem um grande paralelo com o insucesso português. Falta de ponta de lança? Check. Humilhação com a Alemanha? Check. Selecionador teimoso? Check. Problemas estruturais, Federação obsoleta e empresários acima do interesse desportivo? Check! Ah, Estádios sobredimensionados para a capacidade das equipas que lá vão jogar? CHECK!

Interessante ver que o tempo de Portugal enquanto campeões morais da formação, das gerações de ouro acabou. Esse título é das francófonas Suiça e Bélgica. A Colômbia é potencial candidata á Copa América. Provavelmente, França ou Holanda disputarão o Euro'16 com a Alemanha. A Mannschaft vai arrebanhar tudo durante uns anos. Mas insisto neste ponto: o nosso insucesso não pode ser comparado com o da Espanha (continua a ter um futebol infinitamente mais produtivo), mas sim com o brasileiro. 

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Lembrete

Não te esqueças nunca da criança dentro de ti. Nem te esqueças de onde a escondes. Perdes as chaves de ti próprio...

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Primavera dos sentidos

O céu está nublado e os pássaros piam porque se trata da primavera,
é o que se vê desta janela, é o que se ouve nestes ouvidos.
Desta janela também se ouve e os ouvidos também vêm.
Vêm a primavera e vêm quando nos tentam foder,
com palavrinhas mansas e chilreios de rapina. A primavera
é tempo de sedução mas também de predação.

Por isso vê
os passaros piam.
Ouve
o céu está nublado.
tem cuidado.

Apazigua-te, escuta e olha! (como dizia o Emílio),
mas cheira, porque se trata da primavera! e prova e sente!
Com o corpo todo, porque quando nos tentam foder,
não é de corpo inteiro. É só uma foto tipo passe, sem reverso
e sem medalha.

Fode alguém
com o corpo inteiro
com reverso,
com mil reversos,
porque se trata da primavera. Da primavera da vida.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Ataque Infantil

Como pode a Intervenção Precoce ser algo mais do que uma triagem dos melhores perus para o matadouro que são as Consultas de Desenvolvimento, ao serviço das farmacêuticas e dos teóricos da Eugenia?

Como pode a Intervenção Precoce ajudar as crianças, desviá-las da Inquisição Precoce que é o Ensino Especial? Como poderá colocar as famílias numa trajectória desenvolutiva sanígena, em vez de os votar à fogueira social?

Basta de Risperdal, Rubifen ou Adderal! Basta da histeria dos maus comportamentos, da fobia das adopções, dos diagnósticos das palavras caras, das perseguições aos maus genes, da caça aos desfavorecidos. Chega de soluções milagrosas, rápidas e assassinas! Cultive-se a paciência, o afecto, a calma, o relativismo, respeito e amor!

Não há estratégia a aplicar (seja pedagógica, seja terapêutica) que não exija paciência! Não há criança que aprenda sem sentir afecto por quem ensina assim como não há quem ensine sem sentir afecto por quem aprende. Sem afecto não há troca a efectuar, apenas informação a voar e muitas moscas no ar. 

Tenham calma pessoas!! 

Não empurrem as crianças para os molhos de competências, deixem que elas absorvam o que há de bom no seu meio. Roma e Pavia não se fizeram num dia! Deixemos a criança desfrutar do seu desenvolvimento. 

E quanto ao relativismo, deviam deixar de haver "famílias monoparentais" na educação! O professor não pode ser (como não é) o dono e senhor de todo o saber. Neste sentido, tem que haver uma família, um pai, uma mãe, tios ou irmãos mais velhos que conduzam o saber com mais afecto. 

Sem respeito pela criança violam-se os seus direitos, pois ainda têm direito à empatia!

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Bolas

Todos preparados para morrer? Se não, vão tratando disso!  Pelo menos parte de nós está já em processo de decomposição. Uma parte de nós foi e não volta mais, Uma parte de nós esvai-se no breu, no escuro que chama luz à noite, nas trevas que nunca verão mais que o preto mais vazio que (não) existe. Saibamos nós fazer o luto apropriado desse pedaço que de nós era e agora não tem a quem chamar dono.


quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Questão ao Ministro da Saúde

Terá sido o medicamento Serenal inventado para podermos assistir ao 'Quem quer ser milionário' conduzido pela Manuela Moura Guedes?

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Sem resposta


     Aquilo que sai por escrito da minha mão expressa o que é sentido e captado pelo meu corpo, ficando dito no papel.  E o que fica dito no papel é a revolta e a injustiça de não se ser considerado, quando se dá tudo para ser tido em conta. E o esforço feito foi, vejo agora, o encher do molde, a submissão aos desejos, o corresponder das expectativas. Não foi errado porque o molde foi mostrado, os desejos expressos e as expectativas manifestadas e eu, qual soldado, fui dando o corpo às balas. A confiança foi retirada e as atitudes a temer são em maior número do que as já contadas.  Direi apenas que posso continuar soldado bravo ou posso transformar-me em resistente pacifista, de sorriso agradecido por ter moral possibilidade de recusar-me  a lutar. Poderei ainda distanciar-me  do pelotão e lutar a minha luta. E ninguém batalha sem confiança na sua luta e na sua capacidade de lutar. Tenho motivos para não acreditar na minha luta? Nas minhas capacidades? Porque preciso tanto de  fogo na guelra, de tenacidade, confiança em mim próprio, assertividade, de ter a capacidade de dizer na cara das pessoas coisa certa no momento adequado. RESPONSIVIDADE. 





segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Euro maus

Só uma cultura como a Europeia consegue criar ditaduras ou regimes políticos tão violentos para o espírito da humanidade em tão pouco tempo. Ainda não passaram 80 anos da 2ª guerra Mundial e já se está a preparar outro certame. A cultura da Europa é a anti-cultura. Assim se explica que quando se fale em cultura na Europa se pense em coisas muito abstractas e muito separadas da natureza.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Obra Sanitária

 Ter estado tanto tempo sem escrever entorpeceu-me os dedos, o acesso aos vocábulos e às ideias. Algumas ideias ainda surgem... mas articula-las, expressa-las não é como escrever todos os dias. Falta óleo ao motor. Para além de que aprecio muito mais escrever com a mão que é do meu corpo e com a caneta que é de todos. Por aí as ideias escorrem muito melhor e as palavras são escritas em vez de ser alguém a escreve-las. 
Escrever no computador sem passar pelo papel e pela secretária é como pintar na galeria sem passar pelo atelier. Não que o obreiro não faça a obra mas a obra não é feita só pelo obreiro. É feita pelo olhar do obreiro para outras obras, em simultâneo. Distrações e confusões. Até o cócó para ser feito precisa de recato. 


terça-feira, 30 de julho de 2013

Poema aos Pastores



O mundo dos pastores é mais puro,
assim o exigem os cabritinhos
mas só um homem duro
consegue andar por aqueles caminhos.

O caminho do soldado.




Este ano não vai haver Gerês, vai haver antes Algarve. Mas calma que as férias ainda estão ali à frente!


Posta de Frango

Em matéria de tostas de frango na zona oeste ha 2 sítios que merecem destaque. O Barraca surf pub snack bistro bar e o Varzea Chiringuito spot. A tosta da Varzea é mais substancial. A da Barraca é melhor confecionada. 

Depois há a tosta do Golfinho Disco Club. Essa tem dias. Há dias em que muito bem, outros há em que muito mal.

Tosta do Tasse Bem? Uma vergonha. 

Tosta de frango no Bar do Bruno? Retiraram do menu.

Tosta de frango no Java? Lamentável. 


segunda-feira, 29 de julho de 2013

Férias da estupidez

Férias à porta e parece que já andam todos de estupidez em punho para a brandir sempre que necessário. Merecem desculpa pois esse tem sido o desígnio nacional nos ultimos 90 anos (50 anos de Estado Novo + 40 de Democracia): a estupidificação dos povos. E é no Verão, quando a maioria das pessoas está de férias, quando se podem entregar aos seus projectos, cultivar com mais tempo as suas preferências, que ataca o silly lobby. É nessa altura que é preciso atacar com mais força e incisão, não vão as pessoas perceber que afinal gostam de uma dieta mais substancial e nutritiva. 
É assim com o capitalismo que, perto do estertor final, ataca com mais força. 



sexta-feira, 26 de julho de 2013

Ser jovem no século XXI. Um desafio



 Há tempos ouvi uma notícia na TV Maçon onde se relatava que numa localidade dos E.U.A. uma criança de 4 anos concorre à presidência da câmara. A criança concorre pela 2ª vez, tendo ganho a anterior. Só quase no final da 'peça' é que se lembraram de avisar que se trata duma brincadeira organizada na localidade. Apenas nessa ocasião tive a oportunidade de me confrontar com alguns preconceitos que julgo estarem enterrados bem  fundo e que não serão meus exclusivamente. 

Fiquei atónito! Como é possível? Eleger uma criança para dirigir uma localidade? Isto para mim foi particularmente chocante por ter tomado contacto com esta possibilidade quando assisti aos DVD's das entrevistas de Agostinho da Silva. Aí mencionou-se, segundo me lembro, que o V império seria o último, depois de todos os outros. Seria a idade do Espírito Santo em que as prisões seriam desnecessárias e abolidas e as crianças seriam as líderes do mundo. Na altura considerei estas 'ideias' vanguardistas. Não estaremos actualmente no estadio de o alcançar mas seriam aspectos indicadores duma sociedade bem mais saudável. 

Concordei, uma criança tem um sentido de humanidade e justiça que um adulto poderá não ter. Uma criança tem menos oportunidades para ser corrompida que um adulto. Uma criança - líder convocaria um estilo pautado por afectos, em oposição aos estilos contemporâneos, pautados por "cerebralidade", pela frieza dos números financeiros.  

Justamente: o preconceito está justamente aí. Ser governante é uma tarefa nebulosa, complicada, é preciso sentido de Estado. O sistema está tão podre que só por brincadeira de mau gosto uma criança poderia chegar a 1º ministro: seria necessário que dominasse a arte da mentira bem cedo. Seria necessário que aprendesse a difamar e a atacar pelas costas logo nos primeiros anos. 

Os sacerdotes que escreveram aquilo a que Agostinho da Silva se referia pensavam decerto numa criança mais saudável...

Mar de Incertezas

 Entre a nossa cabeça e o mundo lá fora existe um mar que nos faz balançar entre onde queremos ir e onde vamos realmente chegar, onde as ondas deste mar nos vão levar.
Estão as águas calmas ou revoltas? O barco resiste ou o projecto afunda-se? 
Haja equilíbrio! 
E vontade! (Porque se não houver vontade, o vento não sopra e o barco não anda).

Uma nova vida

 Mais uma vez esta página renasce, ganha novos contornos, novas cores, um outro estilo. O autor é, em identidade, o mesmo, mas ao fim de mais de dois anos este autor está inevitavelmente diferente. Assim como o mundo em que ele vive e o mundo em que ele escolhe viver. São duas coisas distintas, creio eu: o mundo real da vida e o mundo que nós vivemos. O mundo que eu vivo é uma parte restrita do mundo real a que ninguém, creio eu, tem acesso. Viver no planeta terra tem certas especificações técnicas. Nascer  no fim do século XX implica alguns pormenores, ser Europeu, Português, trabalhar em determinado contexto,... são tudo aculturações que deixarão a sua marca nestas linhas. Ainda assim, não creio ser o essencial. Para mim o essencial é o presente que se vai criar quando vocês lerem estas linhas, o momento de partilha, a emoção (que até pode ser de repúdio)que se vai criar quando se encontrarem com esta parte restrita de mim. Acredito que quando lemos Fernando Pessoa ele está ali no sofá connosco. Tenho dormido com o José Saramago. 
Desculpa Pilar del Rio!
Por isso os poetas e escritores (e músicos e artistas de toda a sorte)ganham a eternidade, porque depois da morte física a sua vida "não-estritamente física" continua junto de quem aprecia os seus legados. 
E quem sabe ter filhos desses presentes/ encontros? Quantos continuadores de obras não há por aí? 


O que se pode esperar?

quinta-feira, 16 de junho de 2011

ZZPAAM!

O problema de quem quer conhecer também é: e quem vai querer conhecer o que eu quero conhecer.